HERANÇA BENDITA, HERDEIRO MALDITO
Os Resultados da Balança Comercial Brasileira do ano de 2022 foram divulgados ontem, 02/01/2023. As
exportações somaram US$ 335 bilhões e as
importações US$ 272,7 bilhões. A corrente de comércio cresceu 21,5% no ano e
chegou a 607,7 US$ bilhões. O saldo comercial foi de US$ 62,3 bilhões.
Resultado excelente que Bolsonaro deixa de presente para lula.
As exportações de 2022 alcançaram o total de US$ 335
bilhões, maior valor da série histórica,
com crescimento de 19,3% na média diária exportada em relação a 2021. O preço
dos bens exportados se expandiu em 13,6% e o volume embarcado aumentou 5,5%. As
importações também apresentaram o maior valor histórico ao somarem US$ 272,7
bilhões, aumento de 24,3% em relação a 2021. O crescimento do preço dos bens importados
foi preponderante para esse desempenho, ao registrar aumento de 23,4%. Já o
volume das compras externas cresceu 2,6%. O saldo comercial anual foi um
superávit de US$ 62,3 bilhões, com aumento de 1,5% em relação ao ano anterior.
Já a corrente de comércio apresentou expansão de 21,5% ao somar US$ 607,7
bilhões. Tanto o saldo quanto a corrente
de comércio apresentaram os maiores valores da série histórica, que foi iniciada
em 1989.
O Setor da Atividade Econômica com maior crescimento no ano
de 2022 em relação a 2021 foi o Agropecuário, que apresentou aumento em valor
das exportações, de 36,1%. Este é explicado principalmente pelo aumento no
nível preços, de 31,5%, enquanto houve aumento de 1,8% em quantidades. A Indústria
de Transformação apresentou aumento do valor exportado de 26,2%. Esse comportamento
foi influenciado pelo crescimento do nível de preços, de 15,7% e pelo aumento
do quantum exportado, de 9,8%. A Indústria Extrativa teve redução no valor
exportado, de 4,6%, com redução no nível de preços de -2,5%, e quantum
exportado, de -0,5% frente ao ano de 2021. Em relação aos destinos das
exportações, foram registrados crescimento
em valor para os principais parceiros comerciais do Brasil em 2022, como China (aumento
de 1,5% na média diária, para um total de US$ 91,3 bi), União Europeia (aumento
de 39,6% para US$ 51 bi), Estados Unidos (20,2%, para US$ 37,4) e Argentina (29,3% para 15,4 bi). Houve
aumento de preços para todos os principais destinos. Os produtos exportados
para China apresentaram crescimento de 6,7% nos preços, para União Europeia o aumento foi de 20,5%, Estados Unidos de
16,8% e Argentina 15,6%. Vale destacar a redução dos volumes exportados para
China (-4,7%), principalmente pelos menores embarques de minério de ferro e
soja ao país asiático.
Os principais produtos exportados pelo Brasil em 2022 em
valor e sua variação em relação ao ano de 2021 foram: soja (valor total
exportado de US$ 46,7 bi e crescimento de 20,8%); óleos brutos de petróleo (US$
42,7 bi, 39,5%); minério de ferro e seus concentrados (US$ 28,9 bi, -35,3%);
óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos)
(US$ 13 bi, 79,5%); milho não moído, exceto milho doce (US$ 12,3 bi, 194,1%);
carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (US$ 11,8 bi, 48,2%); açúcares e
melaços (US$ 11,3 bi, 23,6%); farelos de soja e outros alimentos para animais
(US$ 10,9 bi, 38,6%); carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas,
refrigeradas ou congeladas (US$ 8,9 bi, 27,8%); e café não torrado (US$ 8,5 bi,
46,7%). Esses dez bens foram responsáveis por mais de 50% de todo valor
exportado em 2022. Da mesma forma que nas exportações, o nível de preço das
importações em 2022 foi um fator determinante para o aumento do valor importado
em relação a 2021. O conflito no leste europeu trouxe desequilíbrios para o
mercado de fertilizantes, o que encareceu a cotação internacional desses produtos
e deixou um cenário de incertezas sobre seu fornecimento. Também houve o
encarecimento do trigo, já que a Ucrânia é um dos principais produtores
mundiais. Além disso, o conflito também impactou
o preço de commodities energéticas, como petróleo, combustíveis e gás natural,
produtos com peso na pauta de importação do Brasil..
Os principais parceiros fornecedores de bens para o Brasil
foram: China, União Europeia, Estados Unidos e Argentina. Para todas essas
origens, houve aumento no valor de importação, assim como todas tiveram
aumentos no índice de preços de importações em relação ao ano de 2021. Parte do
aumento de preços de importações se deve ao fornecimento de adubos,
fertilizantes, petróleo bruto, derivados de petróleo, combustíveis e gás
natural, bens que tiveram fortes aumentos em suas cotações internacionais. Os
dez produtos com maior valor importado pelo Brasil em 2022 foram: adubos ou
fertilizantes químicos (exceto fertilizantes brutos) (US$ 24,8 bi; óleos
combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (US$
23,6 bi); válvulas e tubos termiônicos, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos,
transistores (US$ 11,5 bi); compostos organo-inorgânicos (US$ 9,9 bi); partes e
acessórios dos veículos automotivos (US$ 7,6); medicamentos e produtos
farmacêuticos, exceto veterinários (US$ 7,1 bi,); inseticidas, rodenticidas,
fungicidas, herbicidas, reguladores de crescimento para plantas, desinfetantes
e semelhantes (US$ 6,9 bi); equipamentos de telecomunicações, incluindo peças e
acessórios (US$ 6,6 bi); e motores e máquinas não elétricos, e suas partes
(exceto motores de pistão e geradores) (US$ 5,7 bi). Juntos, esses produtos
representaram mais de 40% de todo valor importado em 2022.
Os dados definitivos de 2022 serão publicados em fevereiro de 2023, momento em
que é realizada a última revisão ordinária referente ao ano anterior e congelamento
estatístico das informações. Nesse sentido, os dados definitivos podem
apresentar algumas diferenças em relação aos dados preliminares
recém-divulgados.
A herança deixada pelo Governo Bolsonaro no comércio
exterior foi excelente. Portanto, se houver queda de performance, a
responsabilidade será da turma que assumiu o poder em 1º. De janeiro de 2023.
Em outras palavras: a herança é bendita, o herdeiro é que pode ser maldito e
estragar essas conquistas do Governo Bolsonaro.
Lula foi hoje ao velório de Pelé e na entrada do estádio
santista o povão fez um coro durante muitos minutos: “LULA LADRÃO, SEU LUGAR É
NA PRISÃO”. Uma vergonha para nosso país, presenciada por inúmeros jornalistas
estrangeiros.
Já o Ministro Barroso, do STF, ao voltar hoje de Miami, teve
uma desagradável surpresa n o aeroporto americano: no hall de embarque recebeu
dos demais viajantes brasileiros uma tremenda
vaia, além de apupos e adjetivos
relacionados à sua atuação contra a Constituição brasileira. Os demais
passageiros não desejavam que Barroso viajasse no mesmo avião que eles. Bizarro,
no mínimo...
Mas melhor de tudo foram as promessas de um futuro sombrio.
O Governo vai propor a volta à estabilidade no emprego, a partir do primeiro
dia de assinatura da carteira de trabalho. Notável retrocesso para quem se
lembra do estatuto da estabilidade para empregados com 10 anos de casa,
existente ainda nos anos 60 do século
passado. Patrões que tinham funcionários com estabilidade sofriam
horrores nas mãos dos subalternos que chegavam a dizer a seus patrões, em
certos dias, que não estavam com vontade
de trabalhar. E aquele que pagava seu salário nada podia fazer e preferia até
dizer que fosse para casa, onde atrapalhava menos o andar do negócio. E isso
acontecia nas pequenas, médias e grandes empresas, reduzindo sua produtividade,
criando situações embaraçosas e muitos constrangimentos. Um desastre que só
terminou com a criação do FGTS pelo Governo Castello Branco. Uma “saida” genial
da dupla Roberto Campos e Octavio
Gouveia de Bulhões.
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